Mazda se reposiciona no mercado e bate recorde histórico de vendas

Após trocar esportivos por SUVs, marca disparou nas vendas no mercado americano

A Mazda tomou uma decisão que de certo ponto vai contra sua história e com isso bateu recorde de vendas nos EUA. Esqueça a montadora dos carros esportivos de duas portas. Ela quer outra coisa. E o consumidor também.

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A Mazda se especializou em carros interessantes. Não à toa, modelos como Miata e RX-7 foram muito vendidos nos EUA. Em 1986, por exemplo, a montadora japonesa somou impressionantes 379.883 vendas no país.

Este número foi superado em 2024, mesmo sem aqueles esportivos todos no catálogo. Foram 424 mil vendas, 45 mil a mais do que em 1986. A mudança nos números acompanhou a do catálogo.

Dos 12 modelos oferecidos pela montadora atualmente nos EUA, oito são SUVs. A mudança veio acompanhada, ainda, de uma bem-sucedida implementação de modelos eletrificados e de uma guinada ao segmento premium.

Este, aliás, foi um trabalho de formiguinha, já que tornar um modelo premium requer diminuir o volume de vendas por causa do encarecimento do catálogo. O cliente não entende de cara seu novo posicionamento de mercado e o estranhamento pode simplesmente afastá-lo.

A Mazda conseguiu colar a ideia de que é um pouco mais sofisticada que a Subaru, antes uma rival direta. E assim, pouco a pouco, foi ganhando terreno e vendendo mais, mesmo em tempos de preços maiores.

Chama a atenção modelos parecidos mas que não se canibalizam no catálogo. “Se você comparar o CX-5 e o CX-50 diretamente, eles têm diferentes intencionalidades. Vemos o CX-5 como mais urbano e sofisticado, enquanto o CX-50 – tem mais uma sensação de estar ao ar livre”, justificou Tom Donnely, CEO da marca nos EUA, em entrevista à imprensa americana.

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Parte do crescimento se deve a investimentos em marketing. Na última década, a companhia passou a revitalizar concessionárias, que ganharam mais vidros. O serviço mecânico das lojas também foi aprimorado, mehorando a experiência do pós-venda. Até as redes sociais ficaram mais descoladas.

Para os fãs que de certa forma sentem saudades dos anos 1980, a Mazda afirma não ter abandonado o passado totalmente. O CEO disse que a posição do Miata dentro do catálogo está garantida, e novas versões devem povoar o imaginário e, claro, as ruas pelo mundo.

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